Celac: Brasil assina declaração sobre Política Externa Feminista

Em um passo importante para o avanço da igualdade de gênero na América Latina e Caribe, o Brasil e outros cinco países da região – Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México e República Dominicana – adotaram a Declaração sobre a Política Externa Feminista. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (1º) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Compromisso com a paridade e o empoderamento: A Declaração destaca o compromisso dos países signatários com a paridade e a igualdade de gênero, reconhecendo a importância da participação das mulheres em todos os âmbitos da sociedade. O documento também reforça a necessidade de fortalecer o acesso das mulheres a posições de liderança e a processos de tomada de decisão na região.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: A Declaração reafirma a importância da promoção dos direitos econômicos das mulheres e do cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 da Agenda 2030, que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

Cúpula da CELAC: A adoção da Declaração ocorreu durante a VIII Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), realizada em São Vicente e Granadinas, no Caribe. A CELAC é um fórum regional que reúne 33 países da América Latina e Caribe.

Iniciativas brasileiras em prol da igualdade de gênero: O Ministério das Relações Exteriores destacou que a assinatura da Declaração se soma a outras iniciativas brasileiras em prol da igualdade de gênero. Entre elas, a criação do cargo de Alta Representante para Temas de Gênero em março de 2023 e a adesão do Brasil, em fevereiro de 2024, ao Arranjo Global sobre Comércio e Gênero.

Significado da Declaração: A Declaração sobre a Política Externa Feminista representa um marco importante para a região, demonstrando o compromisso dos países signatários com a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. A iniciativa também contribui para fortalecer a posição da América Latina e Caribe no cenário internacional como uma região que defende os direitos das mulheres e reconhece a importância da participação feminina para o desenvolvimento sustentável.

Desafios pela frente: Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a ser percorrido para alcançar a igualdade de gênero na América Latina e Caribe. A região ainda enfrenta altos índices de violência contra as mulheres, desigualdade salarial e sub-representação feminina em cargos de liderança.

Mobilização e engajamento: A implementação da Declaração exigirá um esforço conjunto dos governos, da sociedade civil e do setor privado. A mobilização e o engajamento de todos os setores da sociedade serão essenciais para garantir que os objetivos da Declaração sejam alcançados e que as mulheres da América Latina e Caribe tenham seus direitos plenamente respeitados.

Bruno Rigacci

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