O desfile de escolas no Sambódromo do Rio violou nesta quarta-feira (20), normas de segurança que haviam sido determinadas com antecedência pela Justiça. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (21) pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude da Capital do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segundo o MPRJ, um documento enviado em março aos organizadores do evento continha a recomendação específica da necessidade de segurança na dispersão dos carros alegóricos.

Uma menina de 11 anos, chamada Raquel Antunes da Silva, sofreu um acidente com um carro alegórico na dispersão do Sambódromo do Rio e precisou ter uma perna amputada.

A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude da Capital informou que vai ajuizar uma ação civil pública por causa da violação das determinações feitas com antecedência, inclusive a que alertava sobre a presença de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Em nota conjunta enviada ao jornal O Globo, as ligas das escolas de samba do Rio de Janeiro disseram que as equipes das ligas acompanharam o caso ao lado da família e estão colaborando com as autoridades.

– [As ligas] estão abaladas e se solidarizam com a família de Raquel Antunes. A jovem menor subiu no carro alegórico fora do sambódromo, na Rua Frei Caneca, no Estácio após deixar a área de dispersão. Prontamente, em menos de dois minutos, ela foi socorrida e levada ao Hospital Sousa Aguiar, onde foi submetida a cirurgias. Equipes das Ligas e da Escola acompanham o caso na unidade hospitalar ao lado da família desde o primeiro instante e também colaboram com as autoridades. Nesse momento, é preciso esperar a apuração da perícia e autoridades para novos esclarecimentos.

*Com informações da AE

Fonte: Pleno News