A Casa Branca confirmou, nesta segunda-feira (7), a viagem de uma delegação de alto nível dos Estados Unidos à Venezuela. O grupo viajou no último fim de semana para realizar reuniões com o governo do presidente Nicolás Maduro sobre “segurança energética”, em meio à escalada dos preços do petróleo devido à invasão russa na Ucrânia.

A informação foi confirmada em entrevista coletiva por Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca. Ela foi questionada sobre conversas diretas entre Washington e Caracas, que representam o contato de mais alto nível entre as duas partes na capital venezuelana em anos.

– O objetivo da viagem (à Venezuela) foi discutir diferentes questões, entre elas, claro, a segurança energética – disse a porta-voz presidencial.

Psaki destacou ainda que as discussões com membros do governo venezuelano “ocorreram nos últimos dias”. Ela acrescentou que os diálogos “continuam”.

Segundo a porta-voz, os representantes americanos também abordaram a situação dos seis ex-diretores da Citgo (subsidiária da petrolífera estatal venezuelana PDVSA), cinco dos quais são cidadãos americanos e um residente permanente, que atualmente estão presos em Caracas.

A porta-voz, no entanto, evitou dar mais detalhes sobre as reuniões com o governo venezuelano, um dos principais aliados da Rússia na América Latina.

O jornal The New York Times, que foi o primeiro a divulgar informações sobre a viagem da equipe americana, especificou que a delegação era chefiada por Juan González, assessor da Casa Branca para a América Latina.

Nos últimos dias, a imprensa americana vem afirmando que o governo do presidente Joe Biden avalia a possibilidade de suspender parte das sanções petrolíferas à Venezuela com o objetivo de o país caribenho aumentar sua oferta de petróleo, o que poderia ajudar a aliviar o aumento das pressões no preço do barril nos mercados internacionais.

Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump (2017-2021), impuseram duras sanções econômicas contra a Venezuela em 2019, incluindo sobre as exportações de petróleo, principal motor econômico venezuelano, as quais Biden mantém desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2021.

*EFE

Fonte: Pleno News