Nesta quinta-feira (18), vereadores da Câmara Municipal de Niterói rejeitaram o Projeto de Lei 29/2021, de autoria da vereadora trans Benny Briolly (PSOL), que previa 2% de cotas para pessoas trans em concursos públicos da Prefeitura.

Dos 21 vereadores, 20 votaram, sendo 13 contrários a lei e 7 favoráveis ao projeto. A proposta também é de co-autoria dos vereadores Professor Túlio, Paulo Eduardo Gomes (ambos PSOL), Verônica Lima (PT), Walkiria Nictheroy (PCdoB) e Binho Guimarães (PDT).

O vereador Douglas Gomes (PTC) votou contra o projeto e justificou seu voto.

– Quem coloca um projeto desse deve achar que os travestis são incapazes de passar em concurso público. Todos nós somos iguais. Faço agradecimento a essa casa. Isso o que aconteceu nessa casa foi lindo. Cada um expondo seu ponto de vista e a maioria venceu – comentou.

Durante a votação, houve tumulto e troca de ofensas no o plenário da Câmara.

Enquanto Benny Briolly argumentava que o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, um grito vindo das galerias acusava a parlamentar de mentir sobre os dados. Logo depois, Douglas Gomes endossou a acusação de que os dados eram enganosos.

– Para superar esse ranking, o Brasil, em Niterói, teve uma travesti preta a mulher mais votada da cidade […] Não tive pouquíssimos e contados votos de quoeficiente que nem o fascista que está aqui nesta Casa – disse Benny.

Douglas prontamente se manifestou e ameaçou dar voz de prisão a um apoiador de Benny que o chamou diretamente de “facista de m****”.

– Eu fui chamado de fascista de m****? Repete isso que eu te dou vou te dar voz de prisão agora. Isso é injúria, artigo 140 do Código Penal. Vai abrir precedente para ofenderem os vereadores da Casa, presidente […] Eu quero encontrar com esse cidadão. Estou te dando voz de prisão, vou te levar para a 76ª (Delegacia Policial, no Centro) e solicito o apoio da Casa para que isso aconteça – disparou o vereador.

Fonte: Pleno News