Após a revista Veja revelar um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) decidiu tomar uma atitude. Nesta sexta-feira (29), Vieira acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma notícia-crime contra o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Em reportagem da revista Veja, divulgada nesta sexta, seis mulheres afirmam que foram empregadas no gabinete do senador durante muito tempo, mas nunca receberam o devido salário. A Veja aponta que Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana, mulheres pobres da periferia do Distrito Federal, foram contratadas por pessoas de confiança de Alcolumbre.

Elas eram orientadas a abrir uma conta no banco e, em seguida, entregar o cartão e a senha a um intermediário. Os salários, em folha, variavam de R$ 4 a R$ 14 mil, mas elas recebiam apenas uma fração do montante. Segundo a reportagem, o esquema de Alcolumbre perdurou de janeiro de 2016 a março deste ano. Calcula-se que a fraude tenha gerado um rombo de pelo menos R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Após a “denúncia”, Vieira acionou o Supremo. No seu pedido, ele afirma que “ainda que se deva evitar o julgamento precipitado e prevalecendo o princípio da presunção de inocência, ante a vigência do inciso LVII do artigo 5o da Carta da República, é indispensável a imediata apuração dos fatos narrados“.

O senador afirmou ainda que Alcolumbre ainda está em seu mandato e que não teria como desconhecer o que acontece no próprio gabinete.

Alessandro Vieira ainda pediu que as ex-funcionárias sejam ouvidas e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja acionada.

Senador Davi Alcolumbre é presidente da Comissão de Constituição e Justiça Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

Fonte: Pleno News