Após defender o incendiário da estátua de Borba Gato, em São Paulo, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) se manifestou novamente pelas redes sociais em defesa de um ato de vandalismo, dessa vez contra a estátua de Pedro Álvares Cabral, no Rio de Janeiro, incendiada na terça-feira (24). Pelo Twitter, ela celebrou “mais uma estátua de um colonizador em chamas”.

– Mais uma estátua de um colonizador em chamas. Dessa vez foi o monumento de Pedro Álvares Cabral que pegou fogo em luta contra o #MarcoTemporalNão! Nosso PL 5296/20 quer proibir a homenagem de genocidas nas ruas do país – escreveu.

Talíria Petrone se manifestou em favor de incêndio em estátua Foto: Reprodução/Twitter

O Marco Temporal, citado pela parlamentar na postagem, faz referência a uma votação, que está prevista para acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF), que definirá se terras ocupadas por indígenas após a promulgação da Constituição Federal de 1988 são consideradas propriedade deles ou não.

Em resposta à fala da deputada psolista, o Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, André Porciúncula, afirmou que o fato extrapola a imunidade parlamentar e que, por isso, decidiu protocolar uma notícia-crime na Procuradoria Geral da República (PGR) contra Petrone.

Outro a se manifestar contra a declaração da parlamentar foi o deputada federal Carlos Jordy (PSL-RJ), que decidiu abrir representações no Ministério Público e no Conselho de Ética da Câmara contra Talíria. Para Jordy, a psolista fez apologia ao crime ao incentivar o vandalismo.

– Representei no MP e no Conselho de Ética da Câmara contra a deputada Talíria (PSOL-RJ) por fazer apologia ao crime ao incentivar o vandalismo de monumentos históricos de nosso país. Uma parlamentar federal precisa ter mais responsabilidade e não incentivar o terrorismo ideológico – completou.

Fonte: Pleno News