Presidente da CPMI do INSS contesta Moraes sobre vazamento de supostas mensagens

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestou publicamente na sexta-feira (6) as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O embate envolve o vazamento de supostas mensagens trocadas entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A divergência teve início após o ministro Alexandre de Moraes divulgar uma nota afirmando que a CPMI teria disponibilizado à imprensa os dados telemáticos extraídos do celular do empresário.

Em resposta, o senador Carlos Viana defendeu a atuação da comissão, assegurando que não houve quebra de sigilo por parte do colegiado. Segundo Viana, os trabalhos foram conduzidos estritamente dentro das normas legais e regimentais do Congresso Nacional.

“A CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais”, afirmou o parlamentar. Viana argumentou ainda que é precipitado culpar a comissão pelo ocorrido. “É fundamental esclarecer de onde surgiu a informação. Antes de atribuir essa responsabilidade ao Parlamento, é preciso identificar com precisão a origem desses documentos”, declarou.

Contexto e repercussão

O caso gerou forte repercussão entre parlamentares da oposição e na imprensa ao longo do dia. O portal Jornal da Cidade Online destacou a mobilização de figuras políticas, como o senador Flávio Bolsonaro, que criticaram a postura do STF. O episódio também coincide com especulações sobre movimentações da Polícia Federal em relação à perícia das mensagens.

O STF não emitiu novos comentários sobre as declarações do senador Carlos Viana até o fechamento desta reportagem.

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Bruno Rigacci

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