Associação de jornalistas publica manifesto em apoio ao imediato afastamento de Alcolumbre

A pressão pelo afastamento do atual presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ganhou o reforço de setores da sociedade civil e da imprensa. Após o anúncio do senador Eduardo Girão (Novo/CE) de que parlamentares protocolaram um pedido de afastamento de Alcolumbre na Comissão de Ética da Casa — motivado, entre outras queixas, por denúncias de censura durante as sessões plenárias —, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) divulgou uma nota oficial apoiando a medida.

O Manifesto: “O Senado Não Pode Ser Refém”

No documento divulgado nesta sexta-feira, dia 6 de março de 2026, a AJOIA Brasil manifesta “apoio integral à iniciativa de senadores” e tece duras críticas à condução do Senado e ao cenário institucional brasileiro.

A associação afirma que o país assiste a ações de altas autoridades “que aparentam servir à proteção de crimes de natureza institucional, política e financeira”. Segundo o texto, essas condutas, mesmo sob aparência de legalidade, ferem gravemente as instituições, a democracia e os princípios de moralidade pública estabelecidos na Constituição de 1988.

O manifesto aponta diretamente para o presidente do Senado:

“A presente nota tem como motivação a conduta sectária e prejudicial aos interesses do povo brasileiro atribuída ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, a qual demanda uma reação firme, restritiva e punitiva. Tal reação se materializa na iniciativa de senadores que buscam, junto ao Conselho de Ética, seu afastamento imediato da função.”

Críticas à Inércia do Legislativo

A nota da AJOIA Brasil também critica o que classifica como uma “inércia proposital e injusta” que tem marcado a presidência do Senado ao longo dos últimos anos. O texto menciona nominalmente tanto Davi Alcolumbre quanto seu antecessor, Rodrigo Pacheco, acusando-os de negligenciar as prerrogativas da Casa Alta do Poder Legislativo diante de “graves fatos ocorridos na esfera institucional brasileira”.

O documento conclui exigindo uma postura contundente por parte dos parlamentares e da Comissão de Ética:

“Que o Conselho de Ética do Senado, provocado por seus pares e pela sociedade civil, tenha a lucidez, a coragem e o compromisso institucional necessários para atender aos legítimos anseios da população brasileira. O precipício do infortúnio nacional já se aproxima e precisa ser evitado por homens de coragem e responsabilidade pública.”

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Bruno Rigacci

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