BASTIDORES: Vazam mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes no dia de sua prisão
Brasília fervilha com a mais nova revelação que atinge o coração do Poder Judiciário. A jornalista Malu Gaspar trouxe à tona detalhes que podem mudar o rumo das investigações envolvendo o chamado “Caso Master”. Segundo informações obtidas, o banqueiro Daniel Vorcaro teria tentado uma comunicação direta com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente no momento em que a Polícia Federal batia à sua porta.
O diálogo da “correria”
As mensagens, enviadas em um clima de evidente desespero, mostram Vorcaro buscando algum tipo de intervenção ou informação privilegiada. Em um dos trechos mais impactantes, o banqueiro escreve:
“Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
A resposta do ministro veio prontamente, mas o conteúdo permanece um mistério para os investigadores. Isso ocorre porque Moraes teria utilizado o recurso de visualização única, onde as mensagens se apagam automaticamente após serem lidas. A Polícia Federal agora trabalha para tentar recuperar esses dados dos servidores ou através de perícia avançada nos aparelhos apreendidos.
Relações de longa data
Não foi um contato isolado. Relatórios indicam que o histórico de conversas entre o banqueiro e o ministro é mais antigo. Há registros de diálogos em outubro de 2025, a maioria deles também utilizando métodos de apagamento automático ou chamadas criptografadas.
A proximidade entre os dois já vinha sendo alvo de rumores nos corredores do STF, mas a revelação de que houve comunicação no dia da prisão de Vorcaro coloca o ministro em uma situação delicada perante a opinião pública e seus pares.
O “Caso Master” e as Festas Sexuais
O buraco, no entanto, parece ser mais embaixo. O novo relator do Caso Master, o ministro André Mendonça, recebeu um relatório da PF que aponta facetas sombrias da atuação de Vorcaro. Segundo o documento, o banqueiro não apenas operava no sistema financeiro, mas também organizava festas sexuais luxuosas para atrair e cooptar políticos e figuras poderosas da capital.
Investigadores acreditam que essas festas serviam como um “balcão de negócios” e uma forma de garantir blindagem jurídica e política para suas operações no Banco Master.





