Gilmar Mendes é acusado de cometer fraude processual

O Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez uma acusação gravíssima contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de fraude processual para proteger o colega Dias Toffoli. A acusação foca na anulação de quebras de sigilo da empresa Maridt S.A., onde Toffoli é sócio.

Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, Vieira afirmou que a fraude é ‘muito clara’. O relator da CPI argumentou que a anulação das quebras de sigilo fiscal e bancário da Maridt S.A. (Toffoli é sócio) pela CPI foi ‘escolhida’ para ser julgada por Gilmar. ‘Você teve uma fraude processual muito clara. Basta ser aluno do primeiro ano de Direito para saber que você não pode escolher o seu julgador’, afirmou Vieira. Ele foi direto: ‘Quem responde por esse crime de fraude é quem praticou a fraude; no caso específico, foi o ministro Gilmar’, acrescentou.

Para o senador, o desafio agora é saber quem teria competência para responsabilizar um integrante do Supremo. ‘Esse é o desafio de um milhão de dólares. A gente vai ter que descobrir essa resposta na prática, dentro do arranjo constitucional que nós temos’, descreveu o relator da CPI. A decisão de Gilmar de anular as quebras de sigilo da empresa Maridt S.A., tomada na semana anterior, freia o combate à corrupção no sistema financeiro, segundo a fonte da notícia.

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Bruno Rigacci

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