Vaza informação grave sobre ex-assessor de Hugo Motta
Uma verdadeira bomba-relógio acaba de cair no colo do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Documentos vazados e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) trouxeram à tona informações gravíssimas envolvendo Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido nos bastidores políticos como “Júnior do Peixe”, ex-assessor parlamentar de Motta.
O escândalo gira em torno de uma movimentação financeira astronômica e absolutamente incompatível com a renda do ex-servidor. Entre outubro de 2020 e março de 2021, período exato em que esteve lotado no gabinete de Hugo Motta com um modesto salário que girava em torno de R$ 3 mil a R$ 5 mil mensais, Júnior do Peixe movimentou nada menos que R$ 3,1 milhões em suas contas bancárias.
Segundo os dados financeiros que agora estão sob o escrutínio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o ex-assessor recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e repassou R$ 1,57 milhão para outras contas nesse curto intervalo de seis meses.
A Conexão com a “Farra do INSS”
A gravidade da situação ganha contornos ainda mais sombrios ao se analisar a trajetória de Júnior do Peixe após sua passagem pela Câmara. Ele assumiu um cargo de direção na Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade é atualmente um dos principais alvos de investigação por suspeita de promover descontos indevidos e fraudulentos diretamente na folha de pagamento de milhares de aposentados do INSS.
Para os membros da oposição na CPMI, o cruzamento desses dados não é mera coincidência. A suspeita é de que a conta do ex-assessor de um dos homens mais poderosos da República possa ter funcionado como um duto de passagem para verbas de origem nebulosa, possivelmente ligadas ao esquema que sangrou o sistema previdenciário e o bolso dos idosos brasileiros.
Pressão no Congresso
O vazamento dessa informação coloca Hugo Motta em uma posição de extremo desconforto. Embora o presidente da Câmara não tenha se manifestado oficialmente até o momento, a oposição já se articula para convocar Júnior do Peixe a depor e exigir novas quebras de sigilo para rastrear a origem e o destino final de cada centavo desse montante milionário.
O episódio reforça a urgência de uma devassa nas entidades que parasitam o INSS e acende um alerta vermelho sobre as engrenagens silenciosas que operam nos corredores do Congresso Nacional. A base conservadora promete não deixar o caso ser abafado pelas tradicionais manobras de blindagem de Brasília.





