PF afasta Eduardo Bolsonaro e ordena entrega de arma e distintivo por abandono de cargo

A Polícia Federal (PF) deu um passo decisivo nesta quinta-feira (26) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A Corregedoria Regional do órgão no Rio de Janeiro determinou o afastamento preventivo de Eduardo de suas funções como escrivão, cargo que ocupa na corporação desde 2010.

A medida é o desdobramento de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar faltas injustificadas e o possível abandono de cargo.

As principais determinações da PF:

  • Entrega de Equipamento: Eduardo tem o prazo de cinco dias úteis para entregar sua arma de fogo institucional e sua carteira funcional (distintivo).

  • Afastamento Preventivo: O servidor fica suspenso de suas atividades até a conclusão das investigações internas.

  • Risco de Demissão: O processo apura a inassiduidade do ex-parlamentar, que pode culminar na sua demissão definitiva do serviço público.

Entenda o Contexto

Eduardo Bolsonaro perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados em dezembro de 2025, após ser cassado por excesso de faltas às sessões deliberativas. Com o fim do foro e da licença parlamentar, a PF determinou seu retorno imediato ao posto de escrivão em Angra dos Reis (RJ).

No entanto, o filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele alega ser alvo de “perseguição política” e afirma que não retornará ao Brasil por considerar que o país não vive uma normalidade democrática.

Reação e Outros Processos

Em suas redes sociais, Eduardo reagiu com indignação, chamando a cúpula da PF de “bajuladores de tiranos” e afirmando que não trocaria sua “honra por um emprego na burocracia pública”.

Além da questão administrativa, Eduardo Bolsonaro também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Ele é acusado de articular, junto a autoridades estrangeiras, sanções contra o Brasil e contra ministros da Suprema Corte para tentar frear investigações sobre a chamada “trama golpista”.

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Bruno Rigacci

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