Polícia Federal apreende jatinho de deputado em investigação sobre desvios no INSS
A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta segunda-feira (23 de fevereiro de 2026) um jato particular pertencente ao deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). A ação faz parte dos desdobramentos de uma ampla investigação sobre um esquema milionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, caso frequentemente referido na mídia e na comissão investigativa do Congresso como “farra do INSS”.
O Esquema e a Operação
As apurações da PF, que muitas vezes contam com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), investigam uma rede de entidades associativas e empresas intermediárias acusadas de promover cobranças não autorizadas diretamente na folha de pagamento de idosos e pensionistas de todo o país.
Segundo os investigadores da Polícia Federal, o deputado mineiro seria uma figura central no núcleo político do esquema. A corporação aponta que Pettersen teria recebido cerca de R$ 14 milhões em propina com o objetivo de blindar entidades associativas envolvidas contra apurações de órgãos de controle, além de usar sua influência para direcionar decisões administrativas dentro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A apreensão da aeronave tem como objetivo bloquear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos por meio do circuito financeiro da fraude, visando o ressarcimento aos cofres públicos.
A Defesa do Parlamentar
Em resposta à operação, o deputado Euclydes Pettersen negou veementemente ter cometido qualquer irregularidade. Por meio de nota, o parlamentar declarou que acredita na Justiça e ressaltou a importância de que as investigações sejam conduzidas de maneira séria, dentro da estrita legalidade e com total transparência para comprovar a lisura de suas atividades.
O Impacto Político e a CPMI
A apreensão do jatinho eleva a tensão no Congresso Nacional, que atualmente conduz uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) focada nessas fraudes. O avanço da Polícia Federal sobre autoridades com foro privilegiado — apontando políticos no topo da lista de repasses financeiros — aumenta a pressão sobre os trabalhos legislativos, impulsionando requerimentos para a convocação de novos depoentes e a expansão da quebra de sigilos das empresas investigadas.





