E surge o 1º ataque ao STF de dentro do governo Lula
O clima de “lua de mel” entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter prazo de validade. Acostumados a caminharem de braços dados e alinhados durante os últimos anos, a aliança tácita agora dá sinais claros de desgaste. O motivo? O apetite do Judiciário por protagonismo começa a avançar sobre os interesses do próprio Executivo, gerando incômodo profundo no núcleo duro do governo petista.
Fogo amigo e o limite do ativismo judicial
O primeiro ataque frontal não veio da oposição, mas sim de dentro da própria base governista. Incomodados com as recentes interferências e pautas impostas pela Corte Suprema que afetam a articulação política e o orçamento, membros influentes do governo começaram a vocalizar exatamente aquilo que a direita vem alertando há anos: a interferência desmedida do Judiciário nas atribuições dos outros Poderes.
A insatisfação, antes restrita a sussurros nos corredores de Brasília, agora ganha os microfones. A queixa principal é que o STF estaria engessando a governabilidade e tomando para si decisões que deveriam ser de competência exclusiva do presidente e do Congresso Nacional.
Dois pesos e duas medidas?
A situação escancara uma hipocrisia monumental que a sociedade brasileira já começou a notar. Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus aliados ou mesmo cidadãos comuns ousaram questionar os excessos e as canetadas dos ministros, a resposta foi implacável: censura, contas bancárias bloqueadas, prisões preventivas e a inclusão no famigerado inquérito das “Fake News” sob a acusação de “atos antidemocráticos”.
A pergunta que ecoa agora é inevitável: e quando o ataque vem da esquerda? As regras do jogo serão as mesmas? O ministro Alexandre de Moraes usará a mesma caneta pesada contra os aliados de Lula que agora criticam abertamente a Corte? Ou a “defesa da democracia” só é invocada quando o alvo é conservador?
O choque de ambições
Analistas políticos apontam que o que se desenha não é uma crise institucional em prol da Constituição, mas uma pura disputa por hegemonia de poder. O “consórcio” que antes mirava um alvo em comum agora precisa lidar com as próprias ambições. O Executivo quer governar sem amarras, enquanto o STF não demonstra qualquer intenção de abrir mão do papel de “Poder Supremo” que acabou assumindo.
O embate está apenas começando, e o desfecho promete revelar as verdadeiras faces do poder em Brasília.





