ALERTA ESTRATÉGICO: Derrubar Toffoli agora pode ser um “presente” para Lula, avisa analista

Em meio à tempestade perfeita que se formou sobre a cabeça do ministro Dias Toffoli devido às revelações do Caso Banco Master, a tentação de pedir sua cabeça imediatamente é grande. No entanto, o articulista Victor Vonn Serran lançou um alerta crucial para a direita nesta sexta-feira (13): agir com o fígado agora pode significar entregar mais uma cadeira do STF de bandeja para o PT.

Em sua coluna de opinião, Serran argumenta que o impeachment de Toffoli, se concretizado ainda em 2026, serviria como uma luva para os interesses de Luiz Inácio Lula da Silva e do “consórcio” que domina Brasília.

A Armadilha do “Acordão”

Segundo o analista, a queda de Toffoli neste ano abriria caminho para que Lula emplacasse seu “primeiro indicado” de confiança — possivelmente Jorge Messias, o famoso “Bessias” — criando uma segunda vaga estratégica na Corte.

“O impeachment de Toffoli ainda esse ano só ajudaria Lula e o Centrão a se posicionar em um bom lugar no meio da bagunça do Master. (…) Assim não haveria confusão com Alcolumbre, que ajudaria no tal acordão”, escreveu Serran.

O raciocínio é claro: com a vaga aberta agora, o sistema se reorganiza, Lula coloca mais um aliado e o escândalo é abafado com uma “pizza” institucional.

O Foco em 2027

A estratégia proposta por Serran é de “sangria controlada”. Para ele, a oposição deve usar o desgaste de Toffoli e do governo para vencer as eleições de outubro, garantindo que a substituição do ministro ocorra apenas no próximo ano, sob a caneta de um novo presidente — no cenário traçado, Flávio Bolsonaro.

“Deve haver um manejo para que esse impeachment aconteça no ano que vem. Assim a indicação seria nossa, e não haveria confluência para que o escândalo acabe em pizza”, pontua o articulista.

O recado é duro, mas necessário: a direita precisa jogar xadrez, não damas. Derrubar o ministro agora pode dar a sensação momentânea de justiça, mas perpetuaria o controle da esquerda sobre o Judiciário por mais décadas. A inteligência política deve prevalecer sobre a emoção do momento.

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Bruno Rigacci

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