O “showzinho” de Moraes no STF é finalmente esclarecido

Quem assistiu à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana percebeu algo diferente no ar. O ministro Alexandre de Moraes, habitualmente frio e calculista em seus inquéritos, protagonizou um verdadeiro “showzinho” de nervosismo e agressividade verbal que destoou até mesmo de seus padrões autoritários.

Durante a votação de uma pauta administrativa irrelevante, Moraes elevou o tom de voz, interrompeu colegas e fez um discurso desconexo sobre “ataques à democracia” e “inimigos das instituições”. Para a velha imprensa, foi apenas mais uma “defesa vigorosa da Corte”. Mas a verdade, que agora vem à tona pelos corredores de Brasília, é bem diferente.

O Motivo do Pânico

Fontes seguras de dentro do próprio STF confidenciaram que o destempero de Moraes tem nome e sobrenome: Polícia Federal.

O ministro teria recebido a informação de que o pedido de suspeição contra Dias Toffoli — e a consequente quebra de sigilo bancário de figuras carimbadas do “mecanismo” — é apenas a ponta do iceberg. O avanço das investigações sobre o Caso Banco Master ameaça chegar a inquéritos que o próprio Moraes conduz com mão de ferro há anos.

“Ele sabe que se a blindagem de Toffoli cair, o efeito dominó é inevitável. O nervosismo não foi zelo pela Constituição, foi medo. O ‘Xandão’ percebeu que perdeu o controle sobre a PF”, revelou um parlamentar da oposição que acompanha o caso de perto.

Isolamento Político

Outro fator que “esclarece” o comportamento errático do ministro é o seu crescente isolamento. Com a pressão popular aumentando pela anistia e pela prisão domiciliar de Bolsonaro — cujo estado de saúde na Papuda se deteriora a olhos vistos —, até mesmo aliados da esquerda começam a ver Moraes como um “ativo tóxico”.

O “showzinho” no plenário foi, na verdade, um grito de socorro de quem vê seu império de poder ruir diante de fatos que nem ele consegue mais censurar. A toga, que antes servia de escudo impenetrável, agora parece pesar toneladas.

O Brasil assiste, atento, ao desmoronamento psicológico daquele que julgava ser o dono da nação.

Compartilhe nas redes sociais

Bruno Rigacci

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site! ACEPTAR
Aviso de cookies