URGENTE: PF parte para cima e pede a cabeça de Toffoli, que reage imediatamente

A noite desta quarta-feira (11) entrou para a história como o momento em que a guerra fria entre a Polícia Federal e a cúpula do Judiciário virou conflito aberto. Em um movimento audacioso, a PF protocolou um pedido formal de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigindo seu afastamento imediato das investigações sobre o escândalo do Banco Master.

O motivo é explosivo: peritos da corporação encontraram, no celular apreendido do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, mensagens que citam diretamente o ministro. O conteúdo, mantido sob sigilo mas classificado como “gravíssimo” por fontes internas, sugere uma proximidade incompatível com a imparcialidade exigida de um magistrado.

“Ilações” e “Falta de Legitimidade”

A reação de Dias Toffoli foi fulminante. Minutos após a notícia vazar, o gabinete do ministro emitiu uma nota dura, rejeitando o pedido e partindo para o ataque institucional.

Usando o velho escudo da burocracia jurídica, Toffoli alegou que a Polícia Federal “não tem legitimidade” para pedir sua suspeição, argumentando que tal prerrogativa seria exclusiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) — comandada por Paulo Gonet, que já havia arquivado pedido semelhante vindo da oposição.

“O pedido trata-se de meras ilações. A autoridade policial exorbita de suas funções ao tentar intervir na relatoria de um processo na Suprema Corte”, diz trecho da nota, numa clara tentativa de desqualificar o trabalho dos investigadores.

A Batata Quente com Fachin

O requerimento da PF caiu no colo do presidente do STF, Edson Fachin. Pressionado, Fachin não arquivou o pedido de imediato, mas intimou Toffoli a se manifestar formalmente nos autos. O gesto foi lido nos bastidores como um sinal de que a situação do ex-advogado do PT é delicada, até mesmo entre seus pares.

O Que Está em Jogo?

O inquérito do Banco Master investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro. A insistência de Toffoli em manter-se na relatoria do caso, mesmo após as descobertas da PF, levanta suspeitas que agora transbordam os corredores de Brasília e revoltam a sociedade.

Se o pedido da PF for aceito, anularia decisões monocráticas recentes do ministro que beneficiaram investigados. Se for rejeitado sob o argumento de “legitimidade”, ficará comprovado, mais uma vez, que no Brasil existe uma casta intocável, blindada contra qualquer investigação, não importa o que seja encontrado em celulares apreendidos.

A crise institucional está instalada. De um lado, a polícia que investiga; do outro, o ministro que julga — e que agora é alvo daquilo que deveria julgar.

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Bruno Rigacci

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