André Ventura quebra o silêncio e manda recado duro ao sistema: “Hoje somos milhões e a batalha apenas começou”

Não houve clima de derrota no quartel-general do Chega em Lisboa. Apesar da vitória do socialista António José Seguro nas eleições presidenciais deste domingo (8), André Ventura subiu ao palco com a postura de um líder que sabe que mudou para sempre a política de Portugal.

Sob gritos de “Portugal! Portugal!” e “Ventura!”, o líder da direita conservadora discursou para uma multidão de apoiadores e não poupou críticas ao que chamou de “a maior operação de salvamento do sistema já vista na história da nossa democracia”.

“Eles tiveram que se unir todos”

Ventura destacou o fato de ter enfrentado, sozinho, uma coalizão não declarada que uniu a extrema-esquerda, o Partido Socialista e figuras da centro-direita tradicional (PSD), que apelaram ao “voto útil” em Seguro para barrar o avanço conservador.

“Olhem para os números. Eles precisaram juntar comunistas, socialistas e a direita covarde num só bloco para nos travar. Eles celebram hoje, mas celebram com medo,” disparou Ventura. “Nós enfrentamos o sistema, a comunicação social vendida e as elites de Bruxelas. E mesmo assim, mais de 30% dos portugueses disseram ‘NÃO’ ao socialismo e ‘SIM’ a um Portugal soberano.”

Oposição Implacável

O líder do Chega deixou claro que a eleição de António José Seguro não trará paz ao establishment. Pelo contrário, Ventura prometeu uma oposição feroz e fiscalização milimétrica sobre o novo presidente, a quem rotulou de “mais do mesmo” e “rosto do continuísmo que empobrece o país”.

“O Dr. António José Seguro acha que terá vida fácil? Acha que o povo vai esquecer a corrupção e o abandono? A partir de amanhã, seremos a voz de cada português esquecido por este governo. Seremos a pedra no sapato de quem quer vender a nossa soberania,” garantiu.

A Direita Veio para Ficar

O resultado deste domingo consolida o Chega não mais como um partido de protesto, mas como a única alternativa real de poder à hegemonia socialista. Com um terço do eleitorado fiel e mobilizado, Ventura sai das urnas maior do que entrou, projetando sombra sobre os partidos tradicionais que viram seus votos migrarem para a candidatura socialista apenas para “evitar o mal maior”.

Para André Ventura, 2026 não é o fim da linha, mas o início de uma nova era. “Perdemos uma eleição, mas ganhamos um exército. A reconquista de Portugal continua. Viva Portugal!”, encerrou, sob aplausos eufóricos.

A mensagem é clara: o sistema venceu a batalha de hoje, mas a guerra cultural e política em Portugal está longe de terminar.

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Bruno Rigacci

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