Acusada de novo crime, Suzane von Richthofen está na iminência de voltar para a prisão
Suzane von Richthofen, que cumpre pena em regime aberto pelo assassinato dos pais, enfrenta agora uma nova acusação de furto, apresentada pela sua prima Silvia Gonzalez Magnani. O boletim de ocorrência, registado na passada terça-feira (4) na Polícia Civil de São Paulo, alega que Suzane teria retirado indevidamente diversos bens da residência do seu tio falecido, o médico Miguel Abdalla Netto.
Entre os itens listados no registo policial como tendo sido apropriados por Suzane constam uma máquina de lavar roupa, um sofá, uma poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro. A acusação surge no contexto de uma disputa pela herança de Miguel, avaliada em cerca de 5 milhões de reais. O médico faleceu em circunstâncias ainda sob investigação, tendo sido encontrado morto na sua casa em São Paulo no dia 9 de janeiro.
Num processo que corre na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane admitiu ter entrado no imóvel e retirado objetos, incluindo um automóvel Subaru XV, alegando estar a proteger o seu futuro património. No entanto, esta nova acusação pode ter consequências graves: como beneficiária do regime aberto, Suzane está obrigada a não cometer novos delitos. A confirmação do crime de furto poderá levá-la de volta ao sistema prisional para cumprir o restante da pena em regime fechado.
A disputa entre as primas intensifica-se, uma vez que Miguel não deixou testamento nem herdeiros diretos. Silvia Magnani, que afirma ter mantido uma união estável com o médico, pretende solicitar à Justiça a aplicação do princípio de indignidade para afastar Suzane da herança, tal como aconteceu no caso dos seus pais.





