Eleição neste domingo deve continuar “endireitando” mais um país da América

Neste domingo (01), os eleitores da Costa Rica vão às urnas para escolher o novo presidente da República e 57 deputados da Assembleia Legislativa. O pleito é decisivo para definir se o país continuará seguindo uma agenda mais alinhada à direita, representada pelo projeto político do atual presidente Rodrigo Chaves, ou se optará pela renovação proposta pela oposição.

Favoritismo Governista

A ex-ministra da Presidência e do Planejamento, Laura Fernández, desponta como a favorita na disputa. Candidata governista, Fernández liderava as pesquisas recentes com mais de 40% das intenções de voto, o que lhe daria chances reais de vencer ainda no primeiro turno.

Aos 39 anos, a candidata defende pautas firmes, como o endurecimento no combate à criminalidade e reformas profundas no Estado e no Judiciário, propostas que seus opositores classificam como centralizadoras, mas que ressoam com parte significativa do eleitorado em busca de ordem e eficiência.

O Cenário da Disputa

Do outro lado, a oposição tenta alertar para riscos institucionais e concentração de poder. Entre os principais adversários estão Claudia Dobles (Coligação Agenda Cidadã) e Álvaro Ramos (Partido da Libertação Nacional).

Cerca de 3,7 milhões de costarriquenhos estão aptos a votar. As urnas ficam abertas até as 18h (horário local), com os primeiros resultados parciais previstos para serem divulgados a partir das 20h45.

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Bruno Rigacci

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