Gleisi se enrola e complica para Lula no caso Master

A estratégia de blindagem do Palácio do Planalto no escândalo do Banco Master sofreu um duro golpe nesta semana, e o “fogo amigo” veio de quem deveria proteger o presidente. Em uma tentativa desastrada de minimizar a crise, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, acabou fornecendo munição para a oposição e trazendo o problema para dentro do gabinete presidencial.

Ao tentar defender o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, Gleisi afirmou que ele havia avisado Lula de que precisaria se afastar de suas atividades privadas (consultorias) ao assumir o cargo. No entanto, ao ser questionada se o nome do Banco Master foi explicitamente mencionado, a petista escorregou: “Não sei se ele falou exatamente do Master, mas ele falou: ‘Olha, eu tenho que me afastar de atividades'”, disse ela.

A declaração é desastrosa porque derruba a narrativa de total desconhecimento do presidente. Se Lula foi informado sobre as consultorias milionárias do futuro ministro, por que não houve um compliance rigoroso antes da nomeação? A fala de Gleisi sugere que o Planalto sabia, no mínimo, que Lewandowski mantinha vínculos com o setor privado que poderiam gerar conflito de interesses.

Encontro confirmado

Não parou por aí. Gleisi também confirmou que Lula recebeu Daniel Vorcaro, o dono do banco liquidado por fraudes bilionárias, em uma reunião no Planalto em dezembro de 2024. Embora a ministra tente tratar o encontro como “agenda institucional” normal, o fato de o presidente ter recebido um banqueiro que já estava sob a mira de investigações — e que havia contratado serviços de pessoas próximas ao governo — é, no mínimo, suspeito.

Desesperada, Gleisi tentou aplicar a velha tática de “acusar os adversários do que você faz”, dizendo que a oposição é que deveria explicar seus vínculos com o banco. Mas a realidade se impõe: o governo Lula está atolado até o pescoço em um escândalo que envolve ministros, ex-ministros e agora, graças à própria Gleisi, arranha a imagem do chefe do Executivo.

A tentativa de criar uma cortina de fumaça falhou. O “caso Master” não é uma invenção da oposição, é uma bomba-relógio armada dentro do próprio governo.

Compartilhe nas redes sociais

Bruno Rigacci

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site! ACEPTAR
Aviso de cookies