Haddad “abre o bico” sobre reunião de Lula e Toffoli sobre o Master

O que deveria ser tratado nos bastidores acabou vindo à tona graças a uma declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em uma fala que muitos analistas classificaram como um “deslize” ou “sincericídio”, Haddad confirmou que a reunião entre o presidente Lula e o ministro do STF, Dias Toffoli, teve como pauta central a delicada situação do Banco Master.

A Confissão de Haddad

Pressionado sobre o teor do encontro, que gerou especulações em Brasília, Haddad não conseguiu desviar do assunto. O ministro admitiu que a conversa girou em torno de preocupações sistêmicas e jurídicas envolvendo a instituição financeira, que vem sendo alvo de notícias sobre supostas irregularidades e disputas judiciais milionárias.

A declaração de Haddad joga luz sobre uma movimentação atípica: por que o Chefe do Executivo e um ministro da Suprema Corte estariam discutindo, pessoalmente, o destino de um banco privado específico?

O “Caso Master” preocupa o Planalto?

Nos corredores do poder, comenta-se que o “Caso Master” tem potencial para atingir figuras influentes. A reunião entre Lula e Toffoli, confirmada agora por Haddad, sugere que o governo pode estar tentando medir a temperatura de uma crise que, se explodir, pode ter respingos imprevisíveis.

Críticos apontam que a interferência ou a “preocupação excessiva” do governo com o banco levanta suspeitas. “Se fosse um banco comum, sem padrinhos políticos, haveria essa reunião de cúpula?”, questionou um parlamentar da oposição.

Silêncio e Tensão

Após a fala de Haddad, o clima ficou tenso. A tentativa de tratar o assunto como uma “preocupação institucional” não convenceu a quem acompanha a política de perto. O caso Master segue como uma bomba-relógio, e o fato de Lula e Toffoli estarem debruçados sobre o tema indica que o pavio pode ser mais curto do que se imagina.

Resta saber: o que foi decidido nessa reunião e qual será o próximo movimento no tabuleiro político-judicial?

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Bruno Rigacci

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