Em desespero, banco envolvido no caso Master tenta contato com influenciadores

O que parecia ser apenas um problema jurídico e financeiro transformou-se em uma verdadeira operação de guerra nos bastidores da comunicação. Fontes ligadas ao mercado digital revelam que o banco envolvido no escândalo do “Caso Master” iniciou uma corrida desesperada para tentar cooptar influenciadores digitais e formadores de opinião.

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Segundo relatos que circulam em grupos fechados de agências de marketing, representantes ligados à instituição estariam sondando perfis com grande engajamento — especialmente aqueles ligados à política e economia — para “suavizar” a narrativa em torno das graves acusações que pesam sobre o banco.

A estratégia, vista por especialistas como um ato de “desespero”, visa criar uma blindagem nas redes sociais, onde o escândalo tem sido debatido livremente, longe das amarras da velha imprensa. A ideia seria disseminar pautas positivas ou, no mínimo, plantar dúvidas sobre a veracidade das denúncias que explodiram recentemente.

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No entanto, a manobra parece estar surtindo o efeito contrário. Influenciadores sérios, ao perceberem a origem da proposta e o risco de associarem suas imagens a uma instituição investigada, não apenas recusaram a investida, como começaram a vazar a tentativa de aliciamento.

“Eles acham que tudo tem preço, inclusive a nossa credibilidade. Mas o público não é bobo e sabe que onde há fumaça, há fogo”, comentou um analista político digital que preferiu não se identificar, mas confirmou ter sido sondado.

O “Caso Master”

O banco está no centro de uma tempestade envolvendo acusações que vão desde operações financeiras suspeitas até conexões políticas nebulosas. O caso, que tem tirado o sono de muita gente graúda em Brasília e na Faria Lima, expõe as entranhas de um sistema que opera nas sombras.

A tentativa de comprar apoio na internet é apenas mais um capítulo de uma novela que está longe de acabar. Se a instituição precisa recorrer a influenciadores para se defender, é sinal de que os argumentos jurídicos e técnicos já não são suficientes para conter a sangria de reputação.

A pergunta que fica é: até onde vai o poder financeiro na tentativa de calar a verdade?

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Bruno Rigacci

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