Carlos deixa o presídio e desabafa sobre a situação de seu pai: “Estão matando ele aos poucos”
A tarde desta quinta-feira (29) foi marcada por um momento de profunda emoção e revolta em frente ao 19º Batalhão da Polícia Militar (a “Papudinha”). Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ao deixar a unidade prisional após visitar o pai, não conteve as palavras e fez um desabafo que ecoou o sentimento de milhões de brasileiros.
Com o semblante fechado e voz embargada, o vereador descreveu um cenário desolador. Segundo ele, as condições impostas a Jair Bolsonaro vão muito além da privação de liberdade; tratam-se de uma “tortura silenciosa”.
“Não é Justiça, é Vingança”
“O que eu vi lá dentro não é um preso cumprindo pena. É um homem de 70 anos, recém-operado, sendo submetido a um isolamento que nem animais merecem”, disparou Carlos aos repórteres e apoiadores que faziam vigília no local.
O filho do ex-presidente confirmou o teor do ofício enviado pela PM ao ministro Alexandre de Moraes, revelado mais cedo. “A própria polícia está dizendo que não tem como garantir a vida dele misturado com visitas de outros presos. Eles sabem o risco. Se algo acontecer com meu pai, a culpa tem nome e sobrenome”, alertou.
Saúde em Risco
Carlos relatou que Bolsonaro apresenta sinais visíveis de abatimento físico e psicológico devido à falta de banho de sol e à proibição de atividades básicas. “Estão matando ele aos poucos. Tiram o sol, tiram a família, tiram a dignidade. Querem que ele morra lá dentro para não terem que lidar com ele aqui fora”, afirmou, em tom de denúncia.
O Apelo Final
Antes de deixar o local, Carlos fez um apelo dramático às autoridades internacionais e à população. “Não esqueçam o que estão fazendo. Hoje é o meu pai, amanhã é qualquer um que ouse desafiar o sistema. Nós não vamos calar a boca. Se eles acham que vão nos dobrar pelo sofrimento, estão muito enganados.”
A declaração de Carlos Bolsonaro joga ainda mais pressão sobre o STF. Com a confirmação da família e da própria polícia de que a “Papudinha” é um barril de pólvora, a manutenção do status quo soa cada vez mais como uma sentença de morte anunciada.





