Entidade de grande nome quer explicações do irmão de Toffoli

A blindagem familiar parece estar com os dias contados. Não bastassem as tormentas que atingem o gabinete do irmão no Supremo Tribunal Federal (STF), agora é José Ticiano Dias Toffoli, ex-prefeito de Marília (SP), quem se vê na mira de uma das instituições mais pesadas do país. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi acionado e quer explicações urgentes sobre as novas denúncias que envolvem o “clã” em empreendimentos de luxo e velhas contas mal explicadas.

O Resort e a Sombra do Crime

A nova dor de cabeça atende pelo nome de Tayayá Aqua Resort. O MP recebeu uma representação explosiva exigindo a apuração de crimes de contravenção penal e violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no complexo hoteleiro ligado à família Toffoli. A denúncia aponta a existência de um suposto espaço de “jogos de azar” (cassino clandestino) operando livremente em um ambiente frequentado por menores.

O que agrava a situação é a descoberta de que Ticiano teria dado procuração para um advogado da J&F (holding dos irmãos Batista) representá-lo em reuniões do resort, misturando interesses privados com figuras carimbadas de grandes escândalos de corrupção.

Passado que Condena

Além do escândalo do resort, a “entidade” de controle fiscal também não larga o pé do ex-prefeito. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) mantém o parecer pela rejeição das contas de sua gestão, apontando um rombo milionário e o uso indevido de verbas carimbadas da saúde e educação para cobrir o caixa geral da prefeitura.

O histórico é pesado: Ticiano já acumula condenações em primeira instância por irregularidades em obras públicas, como o recapeamento asfáltico da cidade, onde a justiça viu sobrepreço e má gestão.

O Silêncio Ensurdecedor

Enquanto o MP aperta o cerco e a sociedade cobra transparência, a família Toffoli adota a estratégia do silêncio. Mas a pressão institucional cresce. A pergunta que circula nos bastidores é: até quando a influência do irmão ministro servirá de escudo para as investigações que se avolumam na província?

O MP quer saber: quem são os verdadeiros donos do resort? E para onde foi o dinheiro da saúde de Marília? As explicações, desta vez, terão que ser convincentes.

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Bruno Rigacci

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