MP e Polícia do Paraná recebem pedido para investigar cassino no “resort de Toffoli”
O cerco aperta em torno do “Resort do Toffoli”. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a Polícia Civil receberam, nesta terça-feira (27), um pedido formal para investigar a suposta operação de um cassino clandestino dentro do Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro (PR).
A representação foi protocolada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder da oposição, que aponta a existência de máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer com apostas em dinheiro vivo nas dependências do luxuoso complexo. Segundo o parlamentar, a prática viola a Lei de Contravenções Penais, uma vez que a legislação atual não permite esse tipo de exploração, diferindo das “vídeo-loterias” autorizadas em decisões específicas.
“Resort do Toffoli” e a Conexão com o STF
Embora a família do ministro Dias Toffoli alegue ter vendido sua participação no resort em fevereiro de 2025, o local continua a ser conhecido por funcionários e moradores da região como “o resort do Toffoli”. O ministro é frequentador assíduo do local, onde inclusive já foi flagrado despachando e recebendo figuras do meio jurídico e empresarial.
O pedido de investigação ganha contornos ainda mais graves com a denúncia de que crianças e adolescentes teriam livre acesso às áreas onde ocorrem os jogos de azar, o que fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Teia de Conflitos
A polêmica do cassino é apenas a ponta do iceberg. Investigações jornalísticas recentes revelaram que a venda da parte da família de Toffoli no resort teria sido feita para um grupo com ligações ao Banco Master e à J&F – empresas cujos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) estão, convenientemente, sob a relatoria do próprio Dias Toffoli.
“É inadmissível que, sob o manto de um resort de luxo frequentado por uma autoridade da suprema corte, ocorram práticas ilegais dessa natureza. A sociedade exige respostas claras sobre quem são os verdadeiros donos e quem lucra com a jogatina”, declarou Portinho ao protocolar a denúncia.
O caso agora está nas mãos da Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná, que deverá decidir pela abertura de inquérito nos próximos dias. Enquanto isso, em Brasília, cresce a pressão para que o Senado finalmente analise os pedidos de impeachment que se acumulam contra os ministros da corte.





