Vaza o número de vezes que “nora” esteve no Planalto para atender interesses inconfessáveis de empresário

O que deveria ser a casa do povo tornou-se, mais uma vez, a antessala de interesses privados e obscuros. Novos documentos vazados revelam a frequência assustadora com que figuras ligadas ao círculo íntimo do presidente Lula frequentaram o Palácio do Planalto, não para visitas de cortesia, mas para operar em favor de grandes empresários.

O foco do escândalo recai sobre uma figura tratada nos bastidores e nas manchetes como a “nora” (ou ex-nora) ligada ao clã presidencial, além de sócios históricos dos filhos do presidente. Segundo levantamento divulgado neste fim de semana, foram ao menos 10 visitas à sede do Executivo entre 2023 e 2025.

Lobby e Passagens Pagas

O objetivo das visitas, que ocorreram à margem da agenda oficial e longe dos holofotes da imprensa tradicional, seria atender aos interesses de André Gonçalves Mariano, proprietário da empresa Life Educacional.

As investigações apontam que a “confraria” operava como lobista de luxo, abrindo portas no governo para o empresário. O nível de promiscuidade entre o público e o privado choca: em várias ocasiões, as passagens aéreas para Brasília utilizadas pelos “visitantes” foram pagas pelo próprio empresário interessado, configurando uma relação direta de prestação de serviços de influência.

Portas Abertas, Agenda Fechada

Enquanto o cidadão comum enfrenta filas no SUS e a alta dos impostos, o “gabinete dos amigos” tinha trânsito livre. Em pelo menos três dessas visitas clandestinas, a pauta era explicitamente ligada aos negócios da Life Educacional. Mesmo com a gravidade dos encontros, nenhum deles foi registrado nas agendas oficiais das autoridades visitadas, em uma clara tentativa de ocultar os rastros da operação.

A revelação cai como uma bomba no colo do governo, reforçando a percepção de que, em Brasília, o “toma lá, dá cá” mudou de nível, agora operado diretamente de dentro da cozinha do poder. A oposição já se movimenta para exigir explicações sobre quem autorizou a entrada e quais acordos foram selados nessas reuniões secretas.

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Bruno Rigacci

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