Nikolas Ferreira faz alerta crucial para ato final em Brasília: “Não escutem quem pedir para acampar”
Horas antes do encerramento da “Caminhada pela Liberdade e Justiça” em Brasília, neste domingo (25), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) emitiu um comunicado urgente aos milhares de manifestantes que o acompanham. O líder do movimento fez um apelo enfático pela disciplina, pedindo que os apoiadores ignorem qualquer instrução para montar acampamentos ou se dirigirem à Praça dos Três Poderes.
A orientação tem um objetivo estratégico claro: blindar a manifestação contra acusações de radicalismo e evitar dar pretexto para ações repressivas por parte do Judiciário, especificamente do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu sei como eles são. Eles querem só uma brecha para poder destruir o movimento. Então, chegando lá vai ser o ato final”, declarou Nikolas, referindo-se à possibilidade de infiltrados ou narrativas que tentem vincular o ato pacífico a tentativas de ruptura institucional.
“Desarmando” Alexandre de Moraes
Nos bastidores políticos, a diretriz de Nikolas é vista como uma jogada calculada para “desarmar” o ministro Alexandre de Moraes e o aparato de segurança do Distrito Federal. Ao vetar terminantemente a permanência em acampamentos — cenário que antecedeu os atos de 8 de janeiro de 2023 — e manter a multidão longe dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes, o deputado retira a justificativa legal para prisões em massa ou medidas de dispersão forçada.
O ato final, que marca a conclusão da jornada de cerca de 240 km iniciada em Minas Gerais, deve se concentrar em discursos e na demonstração de força popular, sem ultrapassar os limites físicos estabelecidos pela organização. Com essa postura de “ordem unida”, a oposição busca garantir que a imagem do evento seja a de um protesto legítimo e pacífico, frustrando expectativas de conflito.





