Encontro entre defesa de Lulinha e diretor da PF gera críticas: “Brasil corre o risco de virar de cabeça para baixo”
Um encontro vazado pela imprensa entre o advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, desencadeou uma forte reação nos bastidores políticos nesta quinta-feira. O foco da reunião teria sido um pedido pouco usual: que a corporação investigue quem vazou a notícia de que Lulinha seria “sócio oculto” em um esquema de corrupção, em vez de focar na apuração do suposto crime em si.
O caso refere-se a depoimentos no inquérito sobre desvios no INSS, que citam o filho do presidente como parceiro do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
“Inverte tudo” O ex-deputado Roberto Freire classificou o episódio como um sinal de que o país vive uma inversão de valores institucional.
“O advogado de Lulinha pediu ao diretor da PF para que ela apure quem vazou uma notícia-crime […] de que o filho do presidente era ‘sócio oculto’ naquela tenebrosa corrupção”, destacou Freire. “Aí vem o inacreditável: o pedido é para investigar quem vazou a informação e não para investigar o fato criminoso. O Brasil corre o risco de virar de cabeça para baixo!”, concluiu o político.
A sinalização de que o pedido da defesa poderá ser atendido pela cúpula da PF levanta questionamentos sobre a independência das investigações envolvendo familiares do Executivo.





