Sonaira Fernandes aciona ONU e denuncia ‘condições degradantes’ na custódia de Bolsonaro

A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) internacionalizou a ofensiva em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A parlamentar protocolou uma petição em caráter de urgência junto à Organização das Nações Unidas (ONU), alertando para possíveis violações de direitos humanos relacionadas às condições de custódia do ex-mandatário.

O pedido foi encaminhado através do mecanismo conhecido como “Urgent Appeal” (Apelo Urgente), um instrumento diplomático utilizado pela ONU quando existem indícios de ameaça concreta e iminente à integridade física ou à saúde de uma pessoa sob responsabilidade direta do Estado.

As Denúncias

Segundo a vereadora, a medida foi tomada após o recebimento de informações que apontam para um tratamento considerado degradante. Entre os pontos citados na petição estão:

  • Exposição contínua a ruído por 24 horas (o que impediria o repouso adequado);

  • Demora ou negativa de atendimento médico, fator crítico dado o histórico de saúde do ex-presidente.

Para Sonaira, essas condições configuram tratamento cruel e podem agravar de forma irreversível o quadro clínico de Bolsonaro.

“Lutar com todas as opções”

A parlamentar fez questão de enfatizar que o apelo à ONU não busca interferir no mérito das decisões judiciais brasileiras, mas sim garantir o cumprimento de tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

“Solicitamos que a ONU cobre esclarecimentos e providências do Estado brasileiro para assegurar atendimento médico tempestivo, condições de custódia que não configurem tratamento cruel, desumano ou degradante, e a preservação da integridade física. Vamos lutar com todas as opções possíveis”, declarou Sonaira.

Critérios Técnicos

Na argumentação jurídica enviada a Genebra, a defesa da petição sustenta que o caso atende aos requisitos exigidos pelo organismo internacional: envolve uma figura identificada sob custódia estatal, há um risco atual de dano à vida ou saúde, e existe a obrigação do Estado em proteger a integridade de seus detentos, conforme as regras mínimas da ONU para tratamento de prisioneiros.

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Bruno Rigacci

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