“Nenhum petista assinou”: Deputado Maurício Marcon denuncia boicote à CPMI do Banco Master e mira Toffoli
O deputado federal Maurício Marcon (Podemos-RS) fez duras críticas à base governista nesta semana, destacando um fato que considera revelador: nenhum parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT) assinou o requerimento para a abertura da CPMI do Banco Master.
Para a oposição, a ausência de assinaturas da legenda indica um desinteresse sistemático em investigar denúncias de corrupção, especialmente aquelas que envolvem cifras bilionárias e conexões políticas sensíveis.
A conexão Toffoli e os R$ 12 bilhões
Em uma análise classificada por apoiadores como “cirúrgica”, Marcon vinculou o silêncio da bancada petista às recentes decisões do ministro do STF, Dias Toffoli, que tem atuado para travar o andamento de investigações relacionadas ao caso.
O deputado questionou o motivo da blindagem e sugeriu o envolvimento de figuras poderosas no suposto esquema de desvio de recursos do BRB (Banco de Brasília) para o Banco Master.
“Para o Toffoli estar agindo da forma como está no caso do Banco Master, vocês imaginam a quantidade de gente graúda que mamou nos R$ 12 bilhões desviados do BRB para o Master?”, questionou o parlamentar.
“Juntar os pontinhos”
Marcon reforçou o histórico do ministro como ex-advogado do PT para embasar sua teoria sobre a falta de apoio da sigla à comissão de inquérito. Segundo ele, a proteção política e jurídica estaria interligada.
“Detalhe importante: Toffoli é ex-advogado do PT, e nenhum — repito, nenhum — deputado ou senador do PT assinou o requerimento da CPMI. Basta juntar os pontinhos para saber quem são os ‘passarinhos’ que se alimentaram do dinheiro desviado, né?”, concluiu o deputado.
A oposição promete intensificar a pressão para que o requerimento atinja o número necessário de assinaturas, apesar da articulação contrária do governo no Congresso.





