PF apreende arsenal de guerra na 3ª fase da Operação Coffee Break; investigação mira esquema ligado a ex-nora de Lula

A Polícia Federal deflagrou, no decorrer desta semana, a terceira fase da Operação Coffee Break, cumprindo mais três mandados de busca e apreensão. O objetivo central é aprofundar as investigações sobre um esquema de supostas fraudes em processos de licitação pública para a compra de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo.

Arsenal apreendido revela periculosidade

Diferente das etapas anteriores, focadas em documentos e transações financeiras, as diligências desta semana revelaram um novo perfil da organização criminosa. Durante as buscas, os agentes apreenderam um verdadeiro arsenal: fuzis, espingardas, pistolas, carregadores e grande quantidade de munição.

Para os investigadores, a descoberta do armamento pesado denota que a quadrilha, além de operar fraudes administrativas, é “realmente organizada e perigosa”.

O elo com a família presidencial

A operação ganhou notoriedade nacional na fase anterior, quando a PF teve como alvo principal Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Carla é investigada sob a suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado pela PF como o pivô do esquema. A linha de investigação sugere que Mariano teria contratado Carla para utilizar sua influência e obter vantagens junto ao governo federal.

Uma das provas citadas no inquérito é uma agenda apreendida, onde o nome de Carla aparece associado ao apelido “Nora”, uma clara referência ao vínculo familiar que mantinha com o presidente.

Casamento acabou, os “negócios” continuam

Um episódio que chamou a atenção dos policiais na fase anterior foi a presença de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, na residência de Carla Ariane no momento em que a PF “bateu à porta” para cumprir os mandados.

O flagrante levantou suspeitas adicionais para a equipe de investigação: embora o casamento tenha terminado oficialmente, a presença de Marcos Cláudio no local sugere que os vínculos — e possivelmente os “negócios” — permanecem ativos entre as partes.

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Bruno Rigacci

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