Após ameaça de Trump, Irã recua e adia execução de jovem manifestante
O regime iraniano suspendeu a execução do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira (14). A informação de que o jovem continua vivo e preso foi confirmada pela ONG de direitos humanos Hengaw.
Soltani seria a primeira vítima da pena capital aplicada contra um opositor desde o início da atual onda de protestos que abala o país. Ele foi detido no dia 8 de janeiro na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã. Segundo a organização Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, a família do jovem já havia sido comunicada oficialmente sobre a execução, que ocorreria por enforcamento.
O Fator Trump
O recuo de Teerã acontece em um momento de tensão máxima e logo após um ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Dias antes, o líder americano havia emitido um aviso direto aos Aiatolás:
“Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim”.
O adiamento da execução confirmou-se apenas horas depois de Trump declarar publicamente que acreditava que não haveria execuções de manifestantes e que as mortes no país estavam diminuindo. A correlação temporal sugere que o aviso de Washington pode ter influenciado a decisão de “congelar” a pena de morte neste momento.
A ONG Hengaw informou que segue em contato com a família de Soltani, monitorando a situação do prisioneiro.





