Exército responde Moraes sobre Mauro Cid
O Exército Brasileiro encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes um relatório com informações sobre armas de fogo e registros vinculados ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação da corporação atende a uma determinação do magistrado que ordenou a suspensão de todos os documentos de porte de arma e certificados de registro em nome do militar. A decisão incluiu autorizações relacionadas às atividades de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).
Em resposta, o Exército informou que realizou consulta ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA) e constatou que Mauro Cid não possui certificado ativo como CAC. No entanto, o sistema aponta a existência de três armas de fogo registradas em seu nome como acervo de cidadão.
Segundo o relatório, esses armamentos estão sob custódia da própria corporação desde maio de 2023, quando Mauro Cid foi preso pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que investigou a falsificação de cartões de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus familiares.
“As referidas armas, juntamente com os respectivos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), foram apreendidas pela Polícia Federal em 3 de maio de 2023, durante o cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão referente à Petição nº 10.405/DF, e encontram-se, atualmente, sob cautela do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB)”, informou o Exército.
Entre os itens apreendidos estão uma pistola Glock de quinta geração, calibre 9 mm, acompanhada de três carregadores e 32 munições; uma pistola Vektor, calibre 9 mm, de fabricação sul-africana, com dois carregadores e 30 munições; e uma pistola Colt Hartford, calibre .45, com três carregadores e 18 munições.
Mauro Cid firmou acordo de colaboração com as investigações e foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, por tentativa de golpe de Estado. Como parte das medidas impostas pela Justiça, ele deverá cumprir restrições como a proibição de sair da comarca sem autorização judicial, não utilizar redes sociais, não deixar o país e comparecer semanalmente perante o Judiciário.





