Governo Lula publica vídeo depravado com dança sensual de adolescentes como “peça publicitária”

Uma peça publicitária divulgada pelo perfil oficial do governo federal na plataforma X, @govbr, provocou forte repercussão nas redes sociais ao mostrar adolescentes participando de coreografias interpretadas por usuários como de conotação erótica. O conteúdo começou a circular amplamente na manhã deste sábado, 20, e rapidamente passou a ser alvo de críticas e questionamentos.

Internautas apontaram inadequação no uso da imagem de adolescentes em um material institucional do governo, especialmente por se tratar de um perfil oficial e por o vídeo ter sido divulgado em um período associado a datas familiares, como o Natal. Até o momento, não houve esclarecimento público detalhado por parte do governo federal sobre os critérios adotados na produção e aprovação da peça.

A polêmica ganhou ainda mais visibilidade após manifestações de comentaristas e colunistas nas redes sociais. Um dos críticos mais contundentes foi o colunista Flávio Gordon, que associou o conteúdo a uma cultura de banalização e à exposição precoce de menores.

“Há algum tempo atrás, eu recomendei aos pais que não expusessem os filhos à narcocultura, com sua estética da criminalidade, ruídos sonoros grotescos no lugar de música e sexualização de menores. Pois é precisamente essa narcocultura que o regime luloalexandrino oferece aos brasileiros, justo na época do Natal”, escreveu.

Gordon também afirmou que o material revelaria uma visão depreciativa do povo brasileiro por parte do governo, utilizando termos duros para classificar a peça publicitária e seus idealizadores.

Especialistas em comunicação pública e direitos da criança e do adolescente destacam que conteúdos institucionais devem seguir critérios rigorosos, especialmente quando envolvem menores de idade, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e evitando qualquer forma de exposição inadequada.

A repercussão negativa reacendeu o debate sobre os limites da linguagem publicitária do Estado, o uso de referências culturais populares em campanhas oficiais e a responsabilidade do poder público na proteção da imagem de crianças e adolescentes.

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Bruno Rigacci

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