URGENTE: Comissão Interamericana de Direitos Humanos age e encurrala Lula e Moraes

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) enviou um novo pedido formal de esclarecimentos ao governo brasileiro envolvendo os réus condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O documento, encaminhado nesta semana, amplia o escrutínio internacional sobre a condução dos processos e sobre a situação carcerária dos envolvidos.

CIDH exige detalhes sobre recursos, etapas processuais e intimações

A Comissão solicitou ao Estado brasileiro informações individualizadas sobre os 104 condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O órgão quer saber:

  • Se houve interposição de recursos por parte dos réus;

  • As datas exatas de cada recurso;

  • Em que fase cada ação se encontra;

  • Quando as defesas foram intimadas pela última vez.

O objetivo é mapear a trajetória processual de cada caso, analisar a garantia do devido processo legal e conferir se os réus tiveram acesso adequado às vias recursais.

Condições carcerárias estão no centro das preocupações

A CIDH também questionou o governo Lula sobre:

  • Quais dos condenados permanecem presos;

  • Em que condições ocorrem essas prisões;

  • Quem foi solto e quais motivos embasaram as decisões;

  • O tratamento dispensado a casos específicos, como o da idosa Adalgiza Maria Dourado, explicitamente mencionada pela Comissão.

A entidade busca entender se as prisões são proporcionais, se cumprem padrões internacionais e se houve alguma irregularidade nas liberações.

Caso Clézão: CIDH quer saber por que não houve responsabilização

O documento dedica atenção especial à morte de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clézão, que faleceu dentro da prisão mesmo após a PGR já ter autorizado sua soltura.

A Comissão exige que o governo esclareça:

  • Se houve investigações internas;

  • Quais medidas foram adotadas após o óbito;

  • Se há responsabilização administrativa ou penal em curso.

O caso se tornou um dos episódios mais sensíveis da gestão penitenciária dos presos do 8 de Janeiro, levantando dúvidas sobre negligência estatal.

Presos no Acre e no Pará também entram no radar

Além dos condenados em Brasília, a CIDH pediu explicações sobre 12 pessoas detidas no Acre e no Pará em 2023, que não estavam fisicamente na capital federal no dia dos atos. O órgão quer entender:

  • Em que condições essas prisões foram feitas;

  • Quais provas embasaram as acusações;

  • Por que permanecem respondendo a acusações vinculadas ao 8 de Janeiro.

Pressão internacional aumenta sobre o governo e o Judiciário

O novo comunicado reforça a crescente atenção internacional sobre a condução dos processos do 8 de Janeiro e pressiona o governo Lula a demonstrar transparência, proporcionalidade e respeito aos direitos fundamentais.

A CIDH, embora não tenha poder para anular decisões do STF, pode:

  • Emitir recomendações formais;

  • Abrir casos contra o Estado brasileiro;

  • Enviar relatorias para organismos internacionais;

  • Reencaminhar temas à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O governo agora tem prazo para responder detalhadamente a cada um dos questionamentos.

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Bruno Rigacci

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