URGENTE: Mais um líder americano sai em defesa de Bolsonaro

O cenário político brasileiro acaba de ganhar mais um elemento explosivo. Após a manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa de Jair Bolsonaro (PL), parlamentares americanos começam a seguir a mesma linha — e com ataques diretos às instituições brasileiras.

Nesta segunda-feira (7), a congressista republicana Maria Elvira Salazar, representante da Flórida e voz influente no sul dos Estados Unidos, fez uma declaração contundente:

“O que está acontecendo no Brasil é uma vergonha.
Os socialistas radicais e juízes ativistas como Alexandre de Moraes estão usando os tribunais como armas para silenciar Jair Bolsonaro, porque temem a vontade do povo.
Isso não é justiça. É um ataque político tirado diretamente do manual socialista.”

E concluiu com um apelo:

“Em uma democracia, os líderes são escolhidos nas urnas, não removidos pela tirania judicial. Tirem as mãos de Bolsonaro!”

Alexandre de Moraes vira alvo direto de políticos americanos

Essa é a primeira vez que uma autoridade estrangeira menciona nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e figura central nas investigações contra Bolsonaro.

A fala de Maria Elvira eleva o tom do embate e amplia o que já se configura como um movimento internacional coordenado de pressão política sobre o Brasil.

STF mantém silêncio institucional — mas acompanha de perto

Conforme revelado pela colunista Bela Megale (O Globo), ministros do STF minimizaram o impacto da declaração de Trump, afirmando que o tribunal não responderá a manifestações externas. Ainda assim, os novos ataques — agora nominais e vindos do Congresso americano — podem aumentar a tensão institucional.

Um magistrado ouvido pela coluna foi direto:

“Os reflexos são na esfera política. Já houve resposta do presidente Lula. Não vejo consequência para o Supremo.”

Outro membro da Corte ressaltou que o Judiciário brasileiro, ao contrário do americano, “atua como fazem as democracias responsáveis”, numa crítica implícita à impunidade de Trump após o 6 de janeiro nos EUA.

Lula respondeu sem citar Trump — e o silêncio agora pesa mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu no domingo com uma declaração firme, mas evitou citar Trump:

“Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. (…) Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito.”

Diante do crescimento do apoio internacional a Bolsonaro, o silêncio nominal de Lula sobre Trump e agora sobre os ataques a Moraes começa a gerar desconforto até mesmo entre aliados do governo, que pedem um tom mais assertivo na defesa das instituições.

Análise: escalada internacional ou jogo político simbólico?

A entrada de figuras como Maria Elvira Salazar — conservadora, aliada de Trump e com forte apoio da comunidade latina na Flórida — mostra que o caso Bolsonaro está sendo instrumentalizado na política americana. A retórica usada remete à guerra fria ideológica entre “socialistas” e “liberais”, típica da base trumpista.

Para especialistas, trata-se de uma tentativa de internacionalizar a narrativa de perseguição política, algo que pode gerar pressão diplomática, mas não tem efeito jurídico sobre os processos em curso no Brasil.

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Bruno Rigacci

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