Lula tem ataque de “fúria” ao tentar rebater levante de Trump em defesa de Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com irritação nesta segunda-feira (7) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saiu em defesa do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL). Trump, em tom duro, criticou as decisões da Justiça brasileira e classificou as ações contra Bolsonaro como uma “perseguição sistemática”.

No auge da tensão, o líder norte-americano foi direto:

“A única forma de julgamento que deveria estar ocorrendo é pelo voto dos brasileiros — isso se chama eleição. Deixem Bolsonaro em paz!”

A resposta de Lula veio poucas horas depois, em tom enfático — mas com um detalhe que não passou despercebido: o petista não teve a coragem de citar nominalmente Trump.

“Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito.”

A frase foi interpretada como uma resposta clara e irritada, mas também como uma tentativa de evitar o confronto direto com Washington, agora liderado novamente por Trump desde janeiro de 2025.

Análise: Lula se impõe, mas recua no nome

A omissão do nome de Trump foi interpretada por analistas políticos como um gesto calculado, evitando escalar a tensão diplomática. Ainda assim, o tom da resposta indica que Lula sentiu o peso da intervenção de um presidente dos EUA em plena crise institucional brasileira.

Alguns observadores apontam que a ausência do nome não diminui o confronto — pelo contrário, expõe o desconforto do governo brasileiro com a volta de Trump ao poder e com sua disposição em intervir publicamente nos assuntos internos de outros países.

Repercussão internacional

A mídia internacional destacou a troca de farpas. Veículos como a BBC, CNN e El País repercutiram a fala de Trump como uma grave interferência e a resposta de Lula como “irritada, porém contida”.

Enquanto isso, aliados de Bolsonaro comemoraram o gesto de Trump como um “apoio explícito” à sua causa, e pressionam por mais visibilidade internacional ao caso.

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Bruno Rigacci

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