Felipe Neto inventa pré-candidatura à presidência em 2026 como estratégia para promover audiolivro

O influenciador digital Felipe Neto causou alvoroço nas redes sociais nesta quinta-feira (3) ao divulgar um vídeo em que afirmava ter a intenção de disputar a Presidência da República em 2026. A declaração, que inicialmente foi recebida com surpresa por seus seguidores, rapidamente se revelou uma jogada de marketing, uma vez que, menos de 24 horas depois, o youtuber voltou atrás e admitiu que tudo não passava de uma estratégia para promover um audiolivro.

No vídeo inicial, Felipe Neto declarou que se sentia preparado para liderar o país, apresentando-se como a pessoa certa para defender a “verdade” e destacando sua habilidade no uso das redes sociais. Ele afirmou que sua motivação era “proteger a verdade” e utilizar as ferramentas digitais para mudar a forma como o Brasil é governado. “Tenho comigo a maior arma atual: o domínio das redes sociais”, afirmou, sugerindo que esse seria o diferencial para sua candidatura.

Ainda no vídeo, Neto disse que, caso fosse eleito, assumiria a Presidência com a postura de um “pai atento ao filho” ou “irmão mais velho” para os brasileiros. A ideia de que o país precisava de uma liderança mais conectada com as pessoas foi central em sua argumentação, destacando-se como uma figura fora do tradicionalismo político.

A Volta Atrás e a Revelação do “Marketing”

Menos de 24 horas depois, em outro vídeo, Felipe Neto se retratou, afirmando que não tinha nenhuma intenção de se candidatar a qualquer cargo público. Ele afirmou, com um tom de desdém, que a declaração inicial era uma encenação com o único objetivo de atrair atenção. “Do fundo do meu coração, espero que ninguém tenha acreditado”, disse, confessando que tudo foi uma estratégia para promover seu novo projeto: um audiolivro.

O influenciador explicou que, apesar de já ter uma carreira sólida e não necessitar de vaidade ou cargos públicos, sentia-se impulsionado a usar sua influência nas redes sociais para provocar uma reflexão. “Tudo que eu disse no primeiro vídeo é o oposto do que realmente penso”, completou, revelando que sua intenção era apenas divulgar o audiolivro como uma ferramenta contra o autoritarismo.

Reações nas Redes e Suspeitas de Jogada Publicitária

A revelação de que a “candidatura” era falsa não pegou todos os seguidores de surpresa. Muitos já haviam levantado suspeitas sobre a veracidade da declaração, considerando o timing e o tom do anúncio. Nos comentários e nas redes sociais, internautas logo associaram o episódio a uma jogada publicitária para chamar a atenção de seu público para o lançamento do audiolivro.

O influenciador, que tem se destacado no debate político e se afastado das disputas eleitorais, havia declarado em fevereiro deste ano que não tinha “nenhum desejo de seguir carreira política”. Na ocasião, Neto havia afirmado que foi empurrado para um caminho político que nunca quis seguir, o que o levou a se distanciar de futuras envolvimentos com partidos ou cargos públicos.

Histórico e Polêmicas

Felipe Neto, conhecido por seu ativismo político nas redes sociais, tem se envolvido em diversas polêmicas ao longo dos anos. Em 2022, ele se aproximou do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tornando-se um dos maiores apoiadores do petista nas redes. Durante a campanha eleitoral, Neto chegou a narrar uma propaganda em que afirmava: “Enquanto as armas deles são pistolas e fuzis, a nossa arma é o voto.”

Apesar de seu apoio a Lula, o influenciador não tem se mostrado completamente alinhado com a política tradicional. Em 2021, ele alegou ter sido vítima de um ataque hacker que o filiou ao PT sem seu consentimento. O partido, na época, chegou a convidá-lo para se juntar oficialmente, mas ele nunca deu sequência a essa aproximação.

Marketing ou Desespero?

O episódio levanta questões sobre o limite entre estratégia de marketing e manipulação de audiência. Felipe Neto, que construiu sua carreira como influenciador ao lidar com temas polêmicos e atualidades, parece ter usado mais uma vez sua grande audiência para gerar engajamento e, claro, promover seu trabalho. Resta saber se o público vai, de fato, comprar a ideia de que a “candidatura” foi apenas uma tentativa de prender atenção.

Por enquanto, o influenciador parece ter encontrado uma maneira eficiente de manter-se relevante no cenário digital, mas sua relação com a política e com seus seguidores continua sendo um jogo de palavras e estratégias. O que fica claro, no entanto, é que as redes sociais continuam sendo o palco principal de suas jogadas, sejam elas políticas ou publicitárias.

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Bruno Rigacci

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