Deputado do PL é condenado após chamar Gleisi Hoffmann de “Amante”
O deputado estadual do Paraná, Ricardo Arruda (PL), foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a se retratar publicamente e a indenizar o Partido dos Trabalhadores (PT) e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, no valor de R$ 7 mil por danos morais.
A decisão, proferida na quinta-feira (27/3), está relacionada a um comentário feito pelo parlamentar em outubro de 2024 sobre um vídeo publicado pela ministra. Na ocasião, Arruda chamou Gleisi de “a tal da amante”, além de sugerir que presos em todo o Brasil comemoraram a vitória de Lula nas eleições.
Motivos da condenação
Segundo a ação, a ministra alegou que o parlamentar tentou descredibilizar seu discurso ao chamá-la de “amante” e insinuar que ela “esbravejava por ouvir a verdade”. A defesa de Gleisi argumentou que o termo possuía um cunho sexual pejorativo, reduzindo-a a um “mero objeto sexual”.
Além disso, o PT moveu uma ação contra Arruda por associar o partido ao crime organizado. O TJDFT destacou que a fala do deputado gerou “extremo constrangimento social”, agravado pelo fato de ele possuir mais de 267 mil seguidores em suas redes sociais, ampliando a disseminação da ofensa.
Defesa de Ricardo Arruda
O parlamentar alegou que suas declarações estavam amparadas pelo direito à liberdade de expressão e que sua intenção não era difamar. Segundo sua defesa, a expressão “a tal amante” foi utilizada em um “tom de ironia política”, sem qualquer conotação moral contra a ministra.
Sobre a acusação de vincular o PT ao crime organizado, Arruda afirmou que sua declaração não continha informações falsas, sustentando que há uma afinidade entre o partido e organizações criminosas.
Condenação e possíveis recursos
Diante dos fatos, o deputado foi condenado a:
Publicar uma retratação pública admitindo que suas declarações não eram verdadeiras;
Pagar uma indenização de R$ 7 mil por danos morais ao PT e à ministra Gleisi Hoffmann.
Ainda cabe recurso contra a decisão. Até o momento, Ricardo Arruda não se manifestou sobre a sentença.