Sóstenes Cavalcante sobre STF: “Soltaram por vergonha”

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, expressou duras críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu prisão domiciliar à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, envolvida nos atos de 8 de janeiro de 2023. Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (28), Cavalcante afirmou que a mulher “sobreviveu à injustiça” e questionou por que outros envolvidos nos eventos daquele dia não tiveram a mesma sorte. Ele também fez menção à morte de Clézio Rodrigues (Clezão), que faleceu enquanto estava sob custódia.

Cavalcante enfatizou que Clezão não teve a chance de ser monitorado por tornozeleira eletrônica e, em vez disso, teve um caixão. Ele também fez um forte comentário sobre a decisão do STF, sugerindo que a transferência de Débora para prisão domiciliar não foi um ato de clemência, mas sim uma tentativa de evitar vergonha pública, já que a decisão internacionalmente expôs o tratamento dado aos acusados dos ataques.

Em sua publicação, o deputado também fez uma cobrança ao Congresso Nacional, indicando que a oposição deverá pressionar por “votos, nomes e coragem” em relação à anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Cavalcante finalizou com um alerta: “O sistema começa a recuar. Mas para muitos, o perdão chegou tarde demais.” A crítica reflete uma visão de justiça e responsabilização pelas ações de janeiro de 2023 e o debate sobre as consequências jurídicas para aqueles envolvidos.

A posição de Sóstenes Cavalcante reflete a divisão política em torno dos atos antidemocráticos e a resposta das instituições, incluindo o STF, àqueles que participaram dos protestos violentos contra os resultados eleitorais.

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Bruno Rigacci

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