Em um texto publicado, ele escreveu:
“Diogo vai embora. Diogo está sempre indo embora. O plano agora é escorregar no banheiro e arrebentar a nuca no canto da pia. Chega de imprensa. Chega de Lula, de Bolsonaro, de Arthur Lira, de Dias Toffoli, de Gilmar Mendes. Foram vinte e cinco anos disso. Chega. Nunca mais.”
A mensagem é uma forte expressão de frustração, sugerindo um desgaste profundo com os anos de cobertura política e suas próprias escolhas profissionais. No X (antigo Twitter), Mainardi complementou sua declaração:
“A minha despedida do jornalismo é também uma despedida do Twitter. Volto quando tiver alguma coisa para anunciar. Foi um prazer. Até mais.”
A decisão de Mainardi, que certamente ressoará no meio jornalístico, parece ser fruto de um sentimento de exaustão e desapontamento com o rumo que a política e o jornalismo tomaram no Brasil, particularmente em relação às figuras de Lula, Bolsonaro e outros protagonistas do cenário político atual. No entanto, a maneira como ele escolheu se despedir, com um tom de quase fatalismo, acabou gerando controvérsia.
Para alguns, a saída de Mainardi pode ser vista como um sinal de autocrítica tardia, uma tentativa de refletir sobre os erros cometidos ao longo de sua carreira. Para outros, sua decisão é uma expressão de arrogância e incapacidade de admitir falhas. Independentemente da interpretação, sua partida do jornalismo é uma perda significativa, mas também um reflexo das tensões e frustrações que caracterizam o atual clima político e midiático no Brasil.