Ministros do STF ficam com “pulga atrás da orelha” por cena vista durante a apuração da votação que elegeu Trump

A eleição de Donald Trump gerou uma certa “brincadeira” entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo fontes, especularam sobre qual deles seria o primeiro a ter seu visto revogado pelo presidente dos Estados Unidos. A situação ganhou contornos mais sérios na quinta-feira (7), quando o jornalista Paulo Cappelli revelou que a presença do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) entre os apoiadores de Trump, na Flórida, levantou preocupações entre os magistrados.

De acordo com fontes do STF, a presença do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no evento foi interpretada como um sinal de que o clã Bolsonaro mantém uma proximidade estratégica com Trump, o que poderia resultar em pedidos de retaliação contra ministros do Supremo. Uma das possíveis consequências dessa relação seria o avanço de um projeto de lei nos Estados Unidos, patrocinado por parlamentares do Partido Republicano — o mesmo de Trump — que visaria impedir a entrada de ministros do STF no país. O argumento seria de que as ações dos magistrados, especialmente em relação à liberdade de expressão, justificariam tal medida. Esse projeto seria uma resposta ao bloqueio do X (antigo Twitter) imposto por Alexandre de Moraes no Brasil, uma ação que gerou bastante repercussão.

Essa proposta é apenas um exemplo do que poderia acontecer, caso Trump retorne à presidência. Além disso, o envolvimento de Elon Musk, conhecido inimigo de Moraes e com uma relação próxima a Trump, também é um fator que chama a atenção. Musk teria participação ativa na nova gestão, o que poderia acirrar ainda mais as tensões entre o STF e o novo governo americano.

Esses desenvolvimentos indicam que o impacto da eleição de Trump pode ser mais amplo do que o esperado, afetando diretamente as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente no que diz respeito ao Judiciário brasileiro.

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Bruno Rigacci

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