O ministro Alexandre de Moraes enfrenta um novo desdobramento internacional em uma investigação que envolve sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Segundo reportagem publicada pelo Jornal da Cidade Online em 30 de agosto de 2026, a Audiência Nacional da Espanha determinou a liberdade do empresário brasileiro Marcelo Conde, que havia sido detido em Madri após um pedido de extradição relacionado ao caso.
Conde é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de ter comprado e posteriormente vazado dados fiscais sigilosos de Viviane Barci. Conforme a publicação, a investigação aponta que o empresário teria pago R$ 4,5 mil a um contador para obter declarações do Imposto de Renda atribuídas à esposa de Moraes.
Empresário estava na Espanha
Ainda de acordo com a reportagem, em 1º de abril de 2026 a Polícia Federal tentou cumprir mandados de busca e prisão contra Conde no Rio de Janeiro. Como ele já residia em Madri, não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
Posteriormente, o empresário teria se apresentado voluntariamente às autoridades espanholas, dando início aos procedimentos relacionados ao pedido brasileiro. A decisão da Audiência Nacional pela liberdade representa, portanto, um novo capítulo na disputa envolvendo o caso.
Defesa questiona atuação de Moraes
Os advogados de Marcelo Conde negam que ele tenha cometido irregularidades. A defesa também pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que Alexandre de Moraes seja afastado da relatoria do inquérito.
O argumento apresentado pelos advogados é de que Moraes estaria legalmente impedido de atuar como relator por o caso envolver diretamente sua esposa, que aparece como pessoa relacionada à investigação.
Caso ganha dimensão internacional
A decisão espanhola amplia a dimensão internacional do episódio, que envolve autoridades brasileiras, a Polícia Federal e a Justiça espanhola. O ponto central continua sendo a investigação sobre a suposta obtenção e divulgação de informações fiscais privadas.
Até o momento, os elementos apresentados na publicação representam alegações e posições das partes envolvidas, não uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal de Marcelo Conde.
O caso deverá continuar sendo acompanhado tanto pelas autoridades brasileiras quanto pela Justiça espanhola, enquanto a defesa busca questionar a condução do inquérito no Brasil.



