Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deve ser chamado pela Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito que apura uma possível atuação de pessoas próximas ao governo federal em um suposto esquema de tráfico de influência. A informação consta na matéria fornecida, publicada pelo Jornal da Cidade Online em 18 de agosto de 2026.
Segundo o texto, a oitiva deverá ocorrer somente depois que os investigadores concluírem a análise do material apreendido no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, que também é investigada no caso. A PF trabalha, conforme informações atribuídas à CNN, com um cronograma que prevê inicialmente a análise de um grande volume de mensagens trocadas desde 2023 e, posteriormente, os depoimentos dos investigados.
Conversas entram no centro da investigação
As mensagens entre Lulinha e Roberta Luchsinger fazem referência a reuniões e negócios. O conteúdo levou a Polícia Federal a solicitar ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para apurar a possível atuação de um grupo interessado em obter influência dentro do governo federal.
Uma das conversas analisadas teria ocorrido em 22 de março de 2024. Segundo a matéria, Lulinha afirmou participar de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, que ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. As informações teriam sido inicialmente divulgadas pelo Metrópoles e posteriormente confirmadas pela CNN.
O principal foco dos investigadores é verificar se Lulinha teria utilizado sua proximidade com integrantes do governo para beneficiar empresas parceiras em negociações com órgãos federais. Uma das frentes mencionadas envolve tratativas no Ministério da Saúde relacionadas à autorização para comercialização de produtos derivados de cannabis.
Lobista também é investigada
Roberta Luchsinger aparece como outra personagem central das apurações. Conforme o conteúdo fornecido, os investigadores suspeitam que ela teria utilizado sua relação com Lulinha para facilitar o acesso a integrantes do governo.
A matéria também menciona a ligação profissional da empresária com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e uma suspeita de atuação como intermediária em pagamentos mensais destinados a Lulinha.
Em outra conversa, Roberta teria informado Lulinha sobre uma pessoa que estaria utilizando o nome dele para tentar fechar um grande negócio envolvendo a Telebras. Ao ser informado, Lulinha teria perguntado se a situação já havia sido desmentida.
Defesa contesta autenticidade das mensagens
Apesar do conteúdo estar sendo analisado pelos investigadores, a defesa de Lulinha questiona as mensagens divulgadas. O advogado afirmou que não é possível confirmar a autenticidade dos diálogos e alegou que houve um vazamento criminoso, além de sustentar que as conversas teriam sido apresentadas fora de contexto.
A defesa de Roberta Luchsinger também afirmou que os autos estão sob sigilo e que respeitará essa condição.



