O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, durante agenda de campanha em Belo Horizonte, propostas de endurecimento da política de segurança pública caso seja eleito. Entre as medidas anunciadas está a ampliação do sistema penitenciário federal, com a criação de mais de meio milhão de vagas e a duplicação do número de presídios federais no país.
A declaração foi feita na segunda-feira, 17 de agosto, após o lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais. Ao detalhar sua proposta, Flávio citou como referência o modelo de segurança adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Mais presídios e penas mais rígidas
Segundo a proposta apresentada pelo candidato, o número de unidades penitenciárias federais passaria de cinco para dez. A medida seria acompanhada da criação de mais de 500 mil vagas no sistema prisional.
Flávio também defendeu uma postura mais rigorosa contra integrantes de organizações criminosas que, em seu eventual governo, seriam classificadas como “narcoterroristas”. A proposta prevê penas mais longas e regras mais rígidas para a obtenção de benefícios.
“Os criminosos que pertencem a essas organizações narcoterroristas, que nós vamos classificá-las dessa forma, eles vão ficar muito mais tempo presos”, afirmou Flávio, segundo o material divulgado pelo Jornal da Cidade Online.
Punição maior para furto e receptação de celulares
Outra promessa apresentada durante a agenda em Minas Gerais envolve crimes relacionados a celulares. Flávio afirmou que pretende quadruplicar a pena mínima para quem roubar celulares e também para receptadores desses aparelhos.
A justificativa apresentada pelo candidato é combater a reincidência e reduzir a sensação de impunidade. Segundo ele, a mudança faria parte de uma política mais ampla de endurecimento das penas para crimes patrimoniais.
As declarações colocam a segurança pública entre os principais eixos da campanha de Flávio, que aposta em uma política criminal mais rigorosa e na ampliação da estrutura penitenciária federal.
A proposta de adotar um “padrão Bukele” também deve provocar debate durante a campanha eleitoral, especialmente em relação ao endurecimento das penas, ao encarceramento e aos limites da atuação do Estado no combate ao crime.



