A ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), participou de uma reunião com o chefe do Banco Central do Irã, Abdolnaser Hemmati, durante encontro de ministros da Economia e presidentes de bancos centrais do Brics realizado em Jaipur, na Índia.
O encontro ocorreu em meio às discussões sobre a possível entrada do Irã no NDB, instituição financeira criada pelos países do Brics. Segundo informações atribuídas ao regime iraniano, Dilma destacou a importância da participação de Teerã no banco e o potencial do país para ampliar a cooperação regional e internacional.
Irã busca espaço no Banco do Brics
Durante a reunião, Dilma e Hemmati defenderam a continuidade das negociações técnicas relacionadas à adesão iraniana ao NDB e ao eventual acesso de Teerã às linhas de financiamento da instituição.
O chefe do Banco Central do Irã afirmou que o país deverá se tornar membro do NDB em breve. Conforme relatado pela Reuters e reproduzido no material, Teerã já demonstrava interesse em integrar o banco como membro e acionista desde sua entrada formal no Brics, em 2024.
A aproximação ganha relevância diante do cenário internacional. O Irã continua submetido a amplas sanções impostas pelos Estados Unidos e por outros países ocidentais, situação que aumenta o interesse iraniano em buscar alternativas financeiras e reduzir sua dependência de estruturas relacionadas ao dólar.
Cooperação econômica em meio às tensões internacionais
Hemmati também defendeu uma atuação mais prática do Brics. Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, ele argumentou que o bloco terá maior impacto caso consiga transformar suas discussões políticas em mecanismos concretos de cooperação econômica e financeira.
A reunião entre Dilma e o representante iraniano ocorre, portanto, em um contexto de disputas econômicas e geopolíticas envolvendo o Irã, os Estados Unidos e outras potências.
O material publicado pelo Jornal da Cidade Online apresenta a aproximação como uma “nítida afronta” a Donald Trump, em referência às divergências entre Washington e Teerã. Essa caracterização, porém, corresponde ao enquadramento editorial da publicação, e não a uma declaração atribuída a Trump ou a uma confirmação de que o encontro tenha sido oficialmente interpretado dessa maneira.



