A disputa eleitoral em São Paulo ganhou um novo capítulo após um confronto entre o governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Durante debate realizado pela Band no domingo (9), Tarcísio mencionou a presença de Haddad em um evento na Favela do Moinho e afirmou que uma mulher posteriormente presa por envolvimento com o tráfico teria participado do mesmo ato.
Segundo o conteúdo da reportagem fornecida, Tarcísio declarou que havia uma “cena ruim” envolvendo integrantes do poder público e citou especificamente Haddad. O então ministro reagiu dizendo que não teria como saber quem estava envolvido com o tráfico.
A polêmica aumentou dois dias depois, quando Haddad afirmou, em entrevista à RedeTV, que não havia localizado a imagem mencionada por Tarcísio e sugeriu que o governador poderia estar mentindo.
Imagem teria sido registrada em transmissão oficial
Ainda de acordo com a matéria apresentada no arquivo, o jornalista Robson Bonin, do Radar da Veja, afirmou que a imagem mencionada por Tarcísio existe e que, na realidade, trata-se de um vídeo de uma transmissão oficial do governo durante um ato na Favela do Moinho.
O relato diz que Alessandra Moja teria sido chamada ao palco onde estavam Haddad, Lula e outros integrantes do governo. A reportagem também afirma que Haddad aparece no registro conversando lateralmente com Márcio França.
O episódio passou a ser explorado politicamente justamente em um momento de forte disputa eleitoral em São Paulo. A segurança pública e o combate ao tráfico estão entre os temas de maior peso na campanha, aumentando a repercussão de qualquer episódio envolvendo autoridades e pessoas investigadas ou posteriormente presas.
Polêmica deve continuar no debate eleitoral
O caso agora se tornou mais um elemento da disputa entre os grupos políticos ligados a Tarcísio e Haddad. A discussão não se limita à existência das imagens, mas envolve também a responsabilidade de autoridades em eventos públicos e a capacidade dos governos de identificar previamente pessoas que participam de atos oficiais.
A reportagem ressalta que o episódio voltou a ganhar força depois do confronto no debate e pode continuar sendo utilizado pelos adversários durante a campanha.



