Um novo levantamento colocou sob os holofotes a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou a chefia de gabinete do presidente durante boa parte do atual mandato.
Segundo informações reproduzidas pelo Jornal da Cidade Online a partir de um levantamento atribuído ao jornalista Claudio Humberto, foram registradas pelo menos 113 reuniões entre Lula e Marcola em compromissos realizados no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.
Marcola deixou a chefia de gabinete em julho e posteriormente passou a atuar na campanha de Lula. O caso ganhou repercussão após a Polícia Federal identificar depósitos considerados vultosos na conta do ex-assessor, provenientes de Roberta Luchsinger, que é citada nas investigações relacionadas às suspeitas de irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Número de encontros pode ser ainda maior
De acordo com o levantamento divulgado, as 113 reuniões correspondem aos compromissos que aparecem oficialmente nos registros da agenda presidencial. A publicação ressalta, entretanto, que o número poderia ser superior, uma vez que Lula também realiza encontros que não necessariamente aparecem na agenda oficial.
Outro ponto mencionado é a versão apresentada por Marcola sobre os valores recebidos. Segundo a reportagem, o ex-chefe de gabinete afirmou que a quantia de R$ 249 mil teria sido um empréstimo.
Investigação mantém caso no centro das atenções
O episódio também envolve Roberta Luchsinger, apontada na publicação como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O texto informa que a Polícia Federal investiga se houve atuação conjunta em possíveis atos de corrupção relacionados ao chamado “Careca do INSS”. Essas são suspeitas sob investigação, e não uma conclusão definitiva de responsabilidade criminal.
Marcola ocupava um dos postos considerados mais próximos do presidente. Conforme a publicação, ele exerceu a função de chefe de gabinete entre janeiro de 2023 e junho de 2026, com remuneração de aproximadamente R$ 32 mil mensais.
O levantamento sobre os encontros, somado às investigações envolvendo o ex-assessor, aumenta a repercussão política do caso e coloca novamente em discussão o grau de proximidade entre Lula e seu antigo chefe de gabinete.



