A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam autorizadas medidas cautelares contra Marco Aurélio Santana, conhecido como “Marcola”, ex-chefe de gabinete da Presidência da República. Entre os pedidos estão busca e apreensão, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-assessor.
Segundo a petição apresentada ao ministro André Mendonça, a solicitação busca aprofundar a apuração sobre pagamentos realizados pela empresária Roberta Luchsinger, que, conforme o documento, teria custeado despesas pessoais de Marco Aurélio. A defesa também pede que sejam esclarecidas as circunstâncias envolvendo o vazamento de informações relacionadas ao caso.
Além das medidas direcionadas ao ex-chefe de gabinete, o pedido solicita que o STF determine o envio de registros de acesso ao Palácio do Planalto, ao Palácio da Alvorada e ao Gabinete Pessoal da Presidência, bem como informações da Polícia Federal sobre reuniões realizadas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da corporação durante o primeiro semestre de 2026.
Na argumentação encaminhada ao Supremo, a campanha afirma que pretende identificar a origem do suposto vazamento de documentos sigilosos, apurar a cadeia de custódia do material divulgado e verificar se houve eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo. O documento também sustenta que, caso sejam confirmadas irregularidades, poderá haver responsabilização com base na legislação penal vigente.
O caso agora aguarda análise do ministro André Mendonça, que decidirá sobre a autorização ou não das medidas solicitadas. Até o momento, não há decisão definitiva do STF sobre o pedido apresentado.



